sábado, 20 de fevereiro de 2016

40 Anos da Morte de Kathryn Kuhlman -

 Ela Acreditava em Milagres 
Porque Acreditava em Deus...

"Se algum dia eu pisar na plataforma e a unção do Espírito Santo não estiver ali, descerei e nunca mais realizarei um culto de milagres. Sem Ele, não sou nada. " 
Kathryn fez essa afirmação milhares de vezes duran­te os últimos anos de sua vida. 

Kathryn Kuhlman - (09/05/1907-20/02/1976)


Há quarenta anos atrás em uma manhã de 20 de fevereiro de 1976, voltava para o lar uma das maiores Evangelistas do nosso tempo, uma mulher com uma unção extraordinária, cujo coração era desesperadamente apaixonado pelo Espirito Santo de Deus.

Nos cinqüenta anos de seu ministério, ela compartilhou o amor e o poder do Senhor para um público estimado de cem milhões de pessoas!

E a todo lugar que ela ia, as pessoas, que antes achavam que milagres eram impossíveis, aprendiam a crer.

No ano de 1975,Kathryn acreditava que o dia dos "seus" maravilhosos cultos de milagres estava chegando ao fim. Sabia que não poderia viver para sempre. Sabia que estava morrendo — e queria sair de cena como uma tocha ardente, e não como uma vela tremeluzente. Mas também sabia que, quando morresse, "o ministério" acabaria. E, como o fato de sua iminente morte ficava cada vez mais visível para ela (embora nin­guém mais parecesse perceber quanto ela estava perto de morrer), a mim parecia que ela precisava ter certeza de que os outros, principal­mente aqueles que eram mais próximos dela, não tentariam manter vivo aquilo que Deus estava permitindo morrer.


Contudo, Kathryn tinha pouco tempo para pensar no futuro. Ela esta­va muito envolvida com o presente. Pensar no futuro, mesmo que fosse só seis meses adiante, era algo além de sua capacidade. Ao mesmo tem­po, ela sofria o terrível dilema de crer, por um lado, que o Espírito Santo e os cultos de milagres estavam tão ligados um ao outro que era impos­sível realizar um culto sem a presença dele, e, por outro, aquele pesade­lo recorrente de que poderia fazer algo que entristecesse o Espírito Santo e, com isso, ser por Ele abandonada.

Mas vamos contar um pouquinho do começo dessa grande mulher de Deus: 

Kathryn Kuhlman nasceu em uma fazenda da família, nas cercanias da cidade de Concórdia, estado do Missouri, nos Estados Unidos, aos nove de maio de 1907, filha de Emma Walkenhorst e de Joseph Kuhlman. Quando ela completou dois anos de idade, seu pai construiu uma grande casa na cidade e para lá se mudou com a família, vendendo a propriedade rural. Nesta época ela era descrita como uma menina ruiva de rosto grande e cheia de sardas... Na verdade, típica americanazinha de sua época. Mas já se destacava pela sua independência, autoconfiança e um enorme desejo de fazer as coisas à sua maneira.

Kathryn tinha quatorze anos quando viveu pela primeira vez a experiência do que se pode chamar de um novo nascimento. Ao longo de sua vida ela, por várias vezes, contou a história de como havia recebido e respondido a um chamado do Espírito Santo. Sua formação religiosa era a tradicional da época, muito mais espiritual e as igrejas às quais frequentara nunca faziam apelos para que as pessoas recebessem a salvação.
A propósito desse dia muito especial, ela escreveu: 

"Eu estava sentada ao lado de minha mãe e os ponteiros do relógio indicavam que faltavam cinco minutos para o meio dia. Não me lembro o nome do pastor e nem de uma única palavra do sermão que dizia... Entretanto, alguma coisa aconteceu comigo naquele dia... E aquilo foi a coisa mais real que já me aconteceu em toda a minha vida. Eu senti que meu corpo começou a tremer de tal maneira que já não conseguia segurar o hinário e, por isso, eu o coloquei sobre o banco e chorei. Estava sentindo o peso de meus pecados e compreendi que era uma pecadora. Sentia-me como a menor e mais insignificante criatura em todo o mundo, embora fosse, apenas, uma garota de quatorze anos de idade. Saí de meu lugar e fui sentar em uma fileira de bancos à frente onde chorei muito...de repente, após o choro convulsivo, senti-me a pessoa mais feliz do mundo e que um pesado fardo deixava de pesar sobre os meus ombros. Experimentei algo que nunca mais me deixou, era uma pessoa nascida de novo e o Espírito Santo fez por mim exatamente o que Jesus disse que ele faria..."

Ela dizia: Meu coração é firme, serei leal ao Senhor a qualquer custo, a qualquer preço. Lealdade é muito mais do que um interesse casual por alguém ou por alguma coisa. É um compromisso pessoal. Em última análise, significa dizer: aqui estou, pode contar comigo. Eu não o decepcionarei.

Esta era a resposta que ela sempre dava em relação à pergunta: o que será que mantém uma pessoa fiel a seu chamado.

As ondas curtas do rádio, antigamente, eram um meio potente de se comunicar com o mundo. E as mensagens de Kathryn foram ouvidas nos Estados Unidos e em muitos lugares além-mar através dessas ondas. A América mal podia esperar que seu programa começasse. Os programas não tinham tom religioso ou enfadonho. Suas palavras eram sempre de encorajamento aos ouvintes que se encontravam necessitados, doentes ou preocupados. Com frequência ela soltava uma risadinha, fazendo com que o ouvinte sentisse como se tivesse acabado de ter uma conversa pessoal com ela. No programa, se tivesse vontade de cantar, cantava; se tivesse vontade de chorar, chorava. Nunca seguia um roteiro pré-determinado. Mesmo após sua morte, seus ouvintes pediram e a Fundação Kathryn Kuhlman atendeu e seus programas gravados, por mais seis anos seguidos, foram retransmitidos por diversas emissoras de rádio. O mesmo ocorreu com seus programas de televisão que ficaram no ar oito anos após a sua morte, transmitidos semanalmente em rede nacional de televisão, nos estados Unidos.

Kathryn nunca pregava contra fumar ou beber bebidas alcoólicas. É óbvio que não defendia esses vícios, mas também se recusava a fazer distinção entre as pessoas. Além do mais, ela não gostava da maneira que alguns evangelistas ministravam sobre cura divina. Ela achava que o que faziam era errado e não suportava esse tipo de ministério. Jamais dizia que a doença era coisa do diabo e até evitava o assunto; preferia chamar a atenção do povo para o fato de que Deus era tremendo. Ela acreditava que se conseguisse voltar os olhos das pessoas em direção ao Senhor, todas as outras coisas se ajeitariam. No começo de seu ministério, Kathryn incentivava as pessoas a deixarem as suas denominações mas, com o passar do tempo ela mudou o seu modo de pensar e passou a orientar as pessoas no sentido de que retornassem às suas igrejas, para que pudessem se transformar em uma luz brilhante e uma força restauradora no meio delas. Os que a conheceram bem sempre afirmavam que a vida de Kathryn Kuhlman era de uma constante oração e busca do Senhor; diziam que, ainda que estivesse em viagem ela buscava um jeito de orar onde quer que estivesse.

O último culto de milagres realizado pelo ministério de Kathryn Kuhlman aconteceu no auditório Shrine, em Los Angeles, na Califórnia, no dia 16 de novembro de 1975. Apenas três semanas depois, Kathryn submeteu-se a uma cirurgia e chegou a ficar à beira da morte, no Centro Médico Hillcrest, na cidade de Tulsa, em Oklahoma. Ela já havia passado todo o controle de seu ministério para Tink Wilkerson, em quem confiava. Aliás, confiar foi o grande problema de Kathryn Kuhlman em toda a sua vida. As pessoas (inclusive o Mister, com o qual se casou) se aproximavam dela, ganhavam a sua confiança, mas, quase sempre, havia um interesse financeiro acobertado. Isto causou à evangelista uma enorme série de problemas e graves acusações, durante a sua vida. As pessoas que foram contrariadas em seus intentos, quer de salários mais altos, controle total das finanças a porcentagens absurdas que exigiam dela, ao serem demitidas ou afastadas, tornavam-se inimigas e faziam acusações as mais absurdas, que acabavam sempre encontrando eco aqui e ali. Afinal, quem não gostaria de fazer o seu nome em cima de uma pessoa famosa como ela? Mas, voltando à Kathryn no hospital, ela recebia regularmente a visita do casal Oral e Evelyn Roberts, uma das poucas pessoas que puderam ser recebidas por ela e que iam orar em seu favor. Em determinada ocasião, em lugar das orações dos amigos, Kathryn preferiu dizer à sua irmã que gostaria de voltar para casa. 

A vontade de Kathryn de ficar e lutar desapareceu. Ela estava pronta para submeter-se a um chamado maior. No final, ficou sozinha, como o velho Moisés, quando Deus colocou seu braço em volta de seus ombros e o levou do monte Nebo para um lugar mais alto.
Então Kathryn, com seu sonho frustrado de ver o dia em que todas as igrejas veriam milagres, entrou na neblina e viu que o reino marchava sem ela. Sua missão estava cumprida. Ela havia apresentado o Espírito Santo às pessoas. Havia mostrado que milagres são possíveis. A despeito de todas as suas falhas e seus defeitos, provara que Deus poderia pegar até a mais imperfeita das criaturas e usá-la como um instrumento da sua glória. Na morte como na vida, ela glorificou a Deus. 


E ela, que foi a responsável por apresentar a toda uma geração o Ministério do Espírito Santo, finalmente realizou o desejo de seu coração. Na época chegou-se a comentar que o Espírito Santo, mais uma vez, desceu sobre ela, deixando o seu rosto iluminado. A enfermeira que estava em seu quarto disse ter notado que havia um brilho envolvendo a cama de Kathryn, proporcionando uma paz indescritível. 

E, às vinte horas e vinte minutos do dia 20 de fevereiro de 1976, sua face, mais uma vez, começou a brilhar quando o Espírito Santo fez cair sobre ela a última unção. A enfermeira no quarto virou-se e viu quando o brilho envolveu o leito. Uma paz indescri­tível pareceu encher o quarto. E ela se foi.

"Feliz vivi e, com alegria, morri."

Aos sessenta e oito anos de idade, Kathryn partiu para estar com o Senhor.

Oral Roberts dirigiu o culto fúnebre, que foi realizado no Forest Lawn Memorial Park, em Glendale, Califórnia. O caixão de Kathryn Kuhlman foi enterrado no mesmo cemitério e distante apenas oitocentos metros de onde estava a sepultura de Aimeé Semple McPherson.

Kathryn Kuhlman foi uma jóia de raro valor. Seu ministério abriu caminho para que o Espírito Santo pudesse ser conhecido em toda a atual geração. Ela esforçou-se para nos mostrar como ter comunhão com Ele e como demonstrar a Ele todo o nosso amor. Ela teve o dom de nos mostrar o Espírito Santo como sendo nosso Amigo. E serão suas, as palavras finais deste resumo.

"O mundo me chamava de tola por ter entregado minha vida completamente a Alguém a quem jamais eu vira. Entretanto, sei exatamente o que vou dizer quando estiver, finalmente, diante d`Ele. Quando eu olhar o maravilhoso rosto de Cristo, terei apenas uma coisa para lhe dizer: eu tentei. Eu dei a Ele o melhor de mim. Minha redenção terá sido completada quando eu estiver de pé, diante d`Aquele que tornou tudo isso possível."





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