sábado, 20 de fevereiro de 2016

MARIA WOODWORTH ETTER UMA UNÇÃO INCOMUM (1844 - 1924)

Maria Woodworth Etter (este Etter veio de seu segundo casamento), para muitos, apenas a irmã Etter, aos treze anos foi apresentada em uma igreja onde o Pastor profetizou que aquela menina franzina seria uma luz brilhante. A profecia se concretizou e ela se transformou, durante a sua longa vida, numa serva do Senhor e acabou sendo reconhecida como a avó do movimento pentecostal que se espalhou pelo mundo.


Maria Woodworth Etter nos seus oitenta anos de vida nos mostrou o que Deus é capaz de fazer em uma mulher que, embora de pequena estatura, era gigante na sua fé, na sua determinação, na sua vontade de servir ao Senhor. Tudo o que se possa falar, a seu respeito, é nada diante do tudo que ela foi. Não se tem notícias de alguém que tenha demonstrado tanto o poder do Espírito Santo quanto ela. Incrível a sua força espiritual que a fez se manter firme na sua fé, mesmo diante de feroz oposição a seu trabalho, como era normal naqueles primórdios de avivamentos.

Maria nasceu em 22 de julho de 1844 em uma propriedade rural de Lisbon, Ohio, Estados Unidos. Aos treze anos já foi apresentada em uma igreja onde o Pastor profetizou que aquela menina franzina seria uma luz brilhante. A profecia se concretizou e ela se transformou, durante a sua longa vida, numa serva do Senhor e acabou sendo reconhecida como a avó do movimento pentecostal que se espalhou pelo mundo. Maria sentiu logo o chamado de Deus e, a esse respeito, escreveu: “ouvi a voz de Jesus me chamando para sair pelos caminhos e recantos a fim de reunir as ovelhas perdidas”. Mas, como era mulher, naqueles tempos duros, a mulher não tinha o direito de pregar...e uma mulher solteira tinha menos direitos ainda, nas congregações de então.

Se as coisas já estavam difíceis, a prematura morte de seu pai, lá na fazenda onde morava, a fez voltar para casa, frustrando a sua vontade de se casar com um missionário, estudar e se preparar para a futura missão evangélica. Voltou e foi ajudar a família, abalada com a triste perda que enfrentaram. Com o tempo acabou conhecendo um jovem combatente da guerra civil que voltara ferido dos campos de batalha, viveu um intenso namoro com o soldado que tinha sido dispensado da luta armada e logo estavam casados. P.H. Woodworth, o marido, passou a ajudá-la na lida da fazenda, tiveram seis filhos e, assim, ela, embora ciente do chamado de Deus, tentava levar uma vida normal, de mãe de família. O marido era alheio ao ministério, o que a fazia mais afastada ainda do seu sonho, embora fosse ciente do que Deus queria para ela.

Em meio às dificuldades de sempre, uma tragédia ainda se abateu sobre a família. As doenças da época acabaram levando cinco dos seis filhos. Restou apenas uma menina e Maria conseguiu se reerguer, com a fé que tinha, mas o seu marido não. Ela buscou ajudá-lo espiritualmente, mas ele nunca se reergueu do baque. Apesar de toda a dificuldade vivida, Maria jamais demonstrou amargura contra o Senhor nem, tampouco, endureceu seu coração por causa da triste perda. Recusando-se a desistir do seu sonho, Maria começou a buscar a Palavra de Deus. E, à medida em que buscava, percebia na leitura o quanto Deus usou as mulheres em várias etapas. E isso a fortalecia ainda mais. No livro de Joel leu a profecia que previa o derramamento do Espírito de Deus sobre homens e mulheres. Uma visão a respeito de um campo de trigo onde ela pregava, onde os grãos caíam em feixes a fez entender o que Jesus estava dizendo. ”Assim como os grãos estão caindo, as pessoas cairão durante a tua pregação”. Era o que faltava para que ela atendesse ao chamado de Deus e pedisse que fosse ungida com um grande poder.

Maria lançou seu Ministério primeiramente em sua própria comunidade. Não tinha a menor ideia do que falaria, mas tinha a certeza de que Deus falaria por ela. Assim, para uma plateia composta em sua maior parte por parentes, ao abrir a boca e começar a falar, as pessoas começaram a chorar e a cair no chão. Este evento quase familiar foi o princípio de tudo e Maria passou a ser muito procurada em sua comunidade e passou, também, a receber convites de outras igrejas para reavivar as suas congregações. Seu Ministério se expandiu para o oeste e ela tomou parte em nove avivamentos, pregou duzentos sermões e inaugurou duas igrejas com mais de cem pessoas assistindo a escola dominical. Deus honrou Maria e recuperou seus anos perdidos com muito trabalho.

Um dos pontos de maior destaque do início da Missionária, aconteceu em uma localidade conhecida como Caverna dos Demônios. Ela foi pregar e, como nenhum ministro homem tivesse tido sucesso, muitas pessoas vieram, na expectativa de ver a mulher evangelista fugindo da cidade, derrotada. Maria orou, pregou e cantou por três dias. Ninguém se moveu. No quarto dia, com a força que recebera de Deus, colocou abaixo o principado demoníaco que governava aquele local. Naquela noite especial, durante o culto, pessoas choraram e se entregaram a Deus, na maior demonstração da presença do Senhor que aquela cidade já havia testemunhado. Maria preparou seu espírito através da oração e isso resultou em uma força praticamente invencível. Ela era reconhecida como uma avivalista com poder para quebrar as forças que dominavam as cidades.

Para Maria Woodworth Etter, ou apenas “irmã Etter”, Deus se mostrava muito preocupado com as igrejas, pois se recusavam a permitir que o povo se expressasse livremente para Ele. Dizia que as igrejas deveriam receber o poder renovador de Deus: “Quando o poder de Deus estiver sobre você, você irá se deleitar. Então, aprenda a verdade a respeito do que Deus ama em seus adoradores e pratique isso.” Com suas afirmações e modo de agir, conseguiu muitos adeptos e outro número significante de desafetos. Certa ocasião um grupo de mulheres veio assistir à reunião com espírito de zombaria, fazendo chacotas e tentando imitar os transes em que os fiéis entravam. Foram imediatamente impedidas pelo poder de Deus e sua zombaria se transformou em altos gritos pela misericórdia divina. A zombaria e críticas pelos transes eram intensas. Enquanto centenas vinham para provar deste derramamento do espírito, outros vinham para ridicularizar. Um grupo de médicos, certa feita, veio a fim de investigar os transes. A respeito do líder do grupo, a Irmã Etter disse: “Ele não quis admitir que o poder viesse de Deus. Dar-se-ia por satisfeito em provar que o fenômeno era qualquer outra coisa. Ele veio investigar e foi convidado para a outra parte da casa. Concordou, na esperança de encontrar algo novo. Para sua surpresa encontrou seu filho no altar pedindo-lhe para orar por ele, já que ele não podia orar – Deus mostrou o que ele era e o que estava fazendo. Aí começou a orar em favor de si mesmo e enquanto orava caiu em transe e viu os horrores do inferno. Estava caindo e após uma horrível luta, Deus o salvava. A partir dali o médico, que viera investigar, começou a trabalhar para ganhar almas para Cristo”.

Evidentemente a vida de Maria Woodworth Etter não foi lá esse mar de rosas. Inúmeras perseguições, além do fato de ser uma pastora casada com um homem infiel. Enquanto ministrava sua cruzada em Oakland, na Califórnia, a infidelidade de P.H. veio à tona e Maria resolveu abandoná-lo. Depois de vinte e seis anos de um casamento, divorciaram-se. Pouco tempo depois, P.H. se casou de novo e publicamente difamou a ex-mulher e seu ministério. Um ano depois ele morreu, de febre tifoide. Em Oakland ela comprou uma tenda para oito mil lugares. Em pouco tempo, multidões de pessoas acorriam para ouvir sobre as visões e presenciar manifestações do Espírito Santo. Mas, também perseguições sérias aconteceram, por parte de marginais, jornalistas que a caluniavam, sem contar os pastores, que não lhe davam trégua. Um dos adversários mais contundentes do Ministério de Maria era, exatamente, John Alexandre Dowie. Enquanto ela permaneceu na Costa Oeste ele se juntou aos que a criticavam e publicamente denegria o que ele denominava de evangelismo de transes. A respeito dele, ela escreveu: 

“Depois de afirmar em nossas reuniões perante milhares de pessoas que nunca havia visto tal poder de Deus e de forma tão maravilhosamente manifestada e depois de aconselhar os seus a me apoiarem, percorreu toda a costa pregando contra mim e contra as minhas reuniões, até que suas obras missionárias entraram em colapso. Sua única objeção é que alguns caiam, pelo poder de Deus, em nossos encontros. Ele fez conferências contra mim duas ou três vezes em São Francisco e disse que eu tenho parte com Satã. Muitos foram ouvi-lo mas seu discurso se deu de tal forma que desses, muitos se retiraram desgostosos no momento em que ele ainda falava. Eu disse às pessoas que eu havia sido sua amiga e que o tratara como irmão e que ele não estava lutando contra mim mas contra Deus e Sua Palavra. Eu disse às pessoas que eu o entregaria nas mãos de Deus e que eu seguiria adiante com o Mestre”.

Mas, nessa caminhada ela também fez amigos. Outra mulher, Carrie Judd Montgomery viera para conduzir algumas reuniões na Califórnia, as duas se encontraram e dali surgiu uma sólida amizade. Carrie e seu marido, George, foram peças fundamentais no desenvolvimento do Movimento Pentecostal e fundaram a Casa da Paz em Oakland. O casal apoiou bastante a Irmã Etter durante todo o seu ministério.
Dez anos depois de seu divórcio, Maria encontrou um companheiro maravilhoso, vindo de Hot Springs, chamado Samuel Etter. Deus não quis que ela ficasse sozinha e lhe mandou o homem ideal. A respeito desta pessoa, Maria escreveu: “Ele ficou comigo no pior momento da batalha e, desde o dia em que nos casamos, jamais recuou. Ele defende a Palavra e todos os dons e operações do Espírito Santo, mas não quer nenhum fanatismo ou insensatez. Não importa o que lhe peça para fazer. Ele ora, prega, canta e é muito bom para trabalhar no altar. O Senhor sabia do que eu precisava e tudo veio pela mão dEle, através do Seu amor e cuidado para comigo e com a obra”.

Três anos após seu casamento com Samuel Etter, Maria desapareceu do ministério público e permaneceu em silêncio por sete longos anos. Nunca se soube a razão desse afastamento, desse silêncio, contudo, quando ela reapareceu, sete anos depois era tão poderosa quanto antes, tendo, agora, o suporte de um marido amoroso, esplêndido. Samuel amou Maria e cuidou dela de todas as formas. Organizava todas as reuniões, cuidava de seus escritos, bem como da distribuição dos livros que ela editava. Assim, Samuel Etter encontrou sua posição ideal como suporte no ministério de sua esposa. Com rara habilidade, tornou-se peça indispensável ao ministério da Irmã Etter até sua morte, doze anos depois.

Após quarenta e cinco anos de Ministério e pregar milhares de sermões de costa a costa, Deus falou com Maria a respeito da construção de um Tabernáculo, no oeste de Indianápolis. Muitos de seus seguidores já tinham pedido pela construção de um local fixo, permanente, onde pudessem ir a qualquer momento. Embora tenha recebido pedidos de vários pontos dos Estados Unidos, Maria optou por Indiana, por considerar, geograficamente, uma posição, um local central do País. Ela construiu a Igreja ao lado de sua casa e ministrou nesse lugar pelos seus últimos anos de sua vida. Em 1924, no verão, já contando oitenta anos de idade, Maria, sofrendo gastrite e hidropsia (acúmulo de líquidos nos tecidos do corpo) recebeu a triste notícia de que sua filha Lizzie – a única que restou dos seis filhos que tivera, tinha morrido em um acidente. Mesmo com a saúde debilitada e o coração em prantos, aquela mãe buscou em Deus forças para conduzir o funeral de sua filha. Ao fazê-lo exortou o povo a ter fé em Deus e olhar para o céu e não para a sepultura.

A fé da irmã Etter fazia com que ela continuasse, quando muitos já teriam desistido. Seus deslocamentos para as pregações eram feitos da maneira rude da época, atravessando o país em pequenos e nada confortáveis carros, trens, muitas vezes dormindo em tendas, sem o mínimo conforto, principalmente em se tratando de uma senhora de saúde frágil e com oitenta anos de idade. Ela nunca se importou com as precárias condições, Queria, mesmo, era pregar a Palavra e levar Deus ao maior número de pessoas possível. Três semanas antes de sua morte, o Senhor revelou à Maria que sua partida era uma questão de dias. Durante esse período, ao receber flores de uma amiga, ela lhe disse: “logo estarei onde as flores são eternas”. Em seu estágio final ela ainda conseguia receber algumas pessoas em sua casa e pregar para elas, com o mesmo entusiasmo da moça de outrora. Era, realmente, uma enviada de Deus que mereceu todo o galardão por tudo o que fez na terra em nome do Pai e sua vida, sua fé e seu ministério serviram de base para o surgimento de muitas denominações pentecostais.

* Os dados e as informações foram conseguidos a partir de pesquisas na Internet e baseados no livro Os Generais de Deus, de Roberts Liardon




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