sexta-feira, 3 de junho de 2016

Lições Do Casamento De Um Pastor: Charles e Susannah Spurgeon – Parte 2 -


2. Eles apoiaram um ao outro mútuamente na obra do Senhor.
Para Susannah, no início, isso significava abrir mão de Charles devido ao seu trabalho pastoral e de pregação que tanto consumia o seu tempo. Mesmo antes de seu casamento, ela cedo teve que aprender que a obra de Deus vinha primeiro. Seus encontros “românticos” consistiam nas visitas que ele fazia a ela nas segundas-feiras, ele sentava-se e começava a editar seu sermão do dia anterior para que fosse publicado, enquanto isso, ela se sentava ao seu lado em silêncio. As vezes, ele estava tão concentrado em seu trabalho de pregação, que se Susannah entrasse na igreja, ele não iria nem mesmo reconhecê-la, apertaria-lhe a mão como se fosse uma total estranha.
Uma vez, Charles a levou para o culto onde ele iria pregar o sermão para muitas pessoas. Assim que eles chegaram, eles foram cercados por uma multidão. Susannah teve que trabalhar duro para se manter perto de Charles e para chegar até a porta. De repente, ele entrou por uma porta lateral, deixando Susannah sozinha para tentar fazer o seu caminho através da multidão. Ele já estava sentindo o peso das almas e estava preocupado com a mensagem que ele estava prestes a pregar, e tinha se esquecido dela. Susannah, confusa e irritada, voltou e foi para casa. Ela esperava que sua mãe fosse concordar com ela, mas ela lhe disse sabiamente que o marido que sua filha havia escolhido não era um homem comum, que toda sua vida era absolutamente dedicada a Deus e Seu serviço, e que ela nunca deveria impedí-lo, tentando colocar-se em primeiro lugar em seu coração. Susannah disse mais tarde que um tempo depois de ouvir os bons conselhos de sua mãe, ela começou a aprender com a experiência. Depois do culto Charles veio à procura de Susannah, sem a menor idéia de que a havia ofendido de alguma forma. Susannah diz: “Eu nunca esqueci o que aprendi naquele dia, eu tinha aprendido a minha lição. Não me recordo de nunca mais procurar afirmar o meu direito ao seu tempo e atenção quando qualquer serviço para o Senhor demandasse prioridade.” Em vez de disputar para ser o foco de atenção de Charles, ela tornou-se uma verdadeira parceira no seu ministério.
Susannah era sua guerreira de oração e incentivadora de seu trabalho. Certa vez, uma noite antes de ele pregar, Spurgeon estava trabalhando em uma passagem que ele sentia que o Senhor não havia revelado para ele ainda. Ele trabalhou, orou e estudou, mas não parecia estar chegando a lugar algum. Finalmente Susannah sugeriu que ele fosse para a cama e acordasse mais cedo no dia seguinte para terminar. Durante a noite, Charles começou a falar enquanto dormia, e ele estava falando sobre o texto que ele estava estudando. Susannah não quis acordá-lo e arriscar interromper os seus pensamentos, portanto, ela levantou e suplicou ao Senhor que a ajudasse a se lembrar de tudo que Charles tinha falado de forma tão eloquente, enquanto ele dormia. Na manhã seguinte, ela foi capaz de se lembrar de tudo, e Charles disse-lhe que, de fato, era o próprio significado do texto! Ambos louvaram ao Senhor por tal notável manifestação de Seu poder e amor.
Veja a homenagem que Charles faz à sua esposa nesta carta: “Ninguém sabe como sou grato a Deus por você. Em tudo que eu já fiz para Ele, você tem uma grande parte. Por me fazer tão feliz, você me ajudou a estar apto para o serviço. Nem sequer meio grama de poder já foi perdido para a boa causa por sua culpa. Eu servi ao Senhor muito mais e nunca menos devido à sua doce companhia”.
Charles também apoiava o serviço de sua esposa a Deus. O ministério pelo qual ela é provavelmente mais lembrada é a coleta de um fundo para compra de livros para pastores. Em um verão Charles terminou um volume de “Lições aos meus alunos”, e deu a Susannah para que ela revisasse. Quando ele perguntou o que ela havia achado, ela respondeu: “Eu gostaria de colocar esse livro nas mãos de cada ministro na Inglaterra.” “Então por que não fazê-lo? Quanto você vai dar? “, Charles encorajou. Ele a apoiou financeiramente e de outras formas tanto que, ainda que a Sra. Spurgeon fosse portadora de deficiência física, este ministério decolou e se tornou uma parte importante da sua vida. Vou dar mais alguns detalhes sobre esse projeto dela mais tarde.
3. O casamento deles foi marcado pelo cuidado mútuo e preocupação com o outro.
Susannah disse o seguinte sobre alguns de seus primeiros anos de casamento:
“Nós … nos amávamos devotamente…. todo o meu tempo e força foram gastos para proporcionar bem-estar e felicidade ao meu querido marido. Eu considerava minha alegria e privilégio estar sempre ao seu lado, acompanhando-o em suas viagens de pregação, cuidando dele em suas doenças ocasionais … sempre cuidando dele com o entusiasmo e simpatia que o meu grande amor por ele inspirada. Digo isto, não para sugerir qualquer tipo de mérito da minha parte, mas simplesmente para que eu possa aqui registrar minha profunda gratidão a Deus que me permitiu, por um certo tempo… cercá-lo com todo o cuidado, conforto e afeição que fosse possível para uma esposa proporcionar. Posteriormente Deus ordenou que fosse diferente. Ele considerou apropriado reverter a situação e, por muito tempo, o sofrimento em vez de serviço tornou-se a minha porção diária, e os cuidados de confortar a esposa doente caiu sobre meu amado.”
Depois que Susannah ficou doente Charles viajou mais sozinho. Ela diz: “Essas separações foram muito dolorosas para os corações tão ternamente unidos como eram os nossos … (nós) suavizávamos essa dor na medida do possível, por correspondências constantes.” Charles, de fato, escrevia fielmente a ela quando estava fora. Ele considerava a escrita dessas cartas mais do que um dever de amor. Mesmo quando ela lhe pedia que ele usasse o seu tempo para escrever outras correspondências, ele costumava escrever para ela diariamente, exceto quando fazia uma longa viagem de trem. Ele diz em uma nota: “Cada palavra que escrevo é um prazer para mim, muito mais do que poderá ser para você … Não se preocupe por eu escrever tantas cartas.”
Charles também tinha o hábito de, quando ele precisava deixar sua esposa, perguntar o que ele poderia trazer de volta para ela. Ela disse que raramente lhe pediu alguma coisa, mas uma vez, ela brincando respondeu: “Eu gostaria de um anel de opala e um ‘curió cantador’!” Ela escreveu que eles riram juntos sobre seu pedido bem humorado… mas numa quinta-feira a noite, não muito tempo depois, ele chegou em casa da igreja com uma pequena caixa na mão, da qual ele tirou um anel de opala. Ele estava tão surpreso com isso quanto ela. Acontece que uma senhora de idade que ele uma vez havia visitado enviou uma nota para a igreja dizendo que tinha um pequeno presente para a Sra. Spurgeon, perguntando se alguém poderia ir buscar. O secretário particular de Spurgeon foi e voltou com esta caixa. Simplesmente aconteceu de ser o anel. Não muito tempo depois, o Sr. Spurgeon foi visitar uma mulher e seu marido moribundo. A mulher disse que seu “curió” de estimação era muito barulhento para o seu marido, e que estava se perguntando se a Sra. Spurgeon gostaria de tê-lo, especialmente quando Charles tivesse viajando. Charles chegou em casa e a presenteou com o pássaro. Os dois ficaram com o coração transbordando, e Charles brincou com Susannah: “Eu acho que você é uma filha mimada do Pai Celestial, e Ele simplesmente lhe dá tudo o que você pede.”
Em um certo momento, quando Susannah estava muito doente, Charles tomou sobre si a tarefa de mobiliar e preparar sua nova casa para ela. Ele tentou fazer tudo de tal forma a agradá-la e tornar a vida mais fácil para ela. Ouça o que ele escreve a ela em uma carta: “Primeiro fui a Finsbury para comprar o guarda-roupa, uma beleza. Eu espero que você viva um longo tempo para pendurar suas roupas nele, cada fio delas é precioso para mim por sua causa, querida… Comprei também uma mesa para você, caso você queira ficar na cama. Ela sobe ou desce por um parafuso, e também rola de lado, de modo a passar por cima da cama, e então ela tem uma aba para um livro ou papel, de modo que minha querida poderá ler ou escrever confortavelmente, enquanto deitada. Eu não podia resistir ao prazer de fazer este pequeno presente …”. Mais tarde, ela escreveu sobre quando viu o que ele tinha preparado para ela: “Ele tinha pensado em tudo!” 
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